top of page

Aprenda em poucos passos a montar seu fluxo de caixa

  • Foto do escritor:  Tânia Paes
    Tânia Paes
  • 16 de nov. de 2020
  • 3 min de leitura

A maioria dos textos da Legere começa ou termina com os mesmos apelos: “Empreendedor, conheça e valide os números de sua empresa, prepare o orçamento anual, acompanhe o fluxo de caixa diariamente, se possível.”


O motivo é um só: não existe gestão sem estas ferramentas. E não existe negócio que prospere sem gestão. Queremos que você tenha sucesso. Por isso a insistência.

Resistir a estabelecer este nível adequado de controles, por maior que seja a margem operacional do seu empreendimento, faz com que você caminhe a passos largos para inadimplência, dívidas, e, por fim, o fechamento de sua empresa.


Por isso insistimos: elaborar o orçamento, o fluxo de caixa, ter indicadores que mensurem a evolução do negócio não são o aspecto mais difícil na tarefa de empreender. Vamos às dicas.


Por onde começar? Olhe para o seu projeto ou para a operação da sua empresa em funcionamento e pense: Como eu ganho dinheiro? Como serão as entradas de caixa? Você vai perceber que pouco importa o seu ramo de atuação. As duas informações básicas, que você precisa SEMPRE conhecer, são o seu número de clientes e quanto cada um deles paga pelos seus produtos e/ou serviços. Vamos aos exemplos.


Seja qual for o produto ou serviço, multiplique o preço pelo número de clientes que a empresa tem capacidade de atender. Projetar uma ocupação de 100% da capacidade de operar durante todo o ano pode ser otimista demais. O mais provável é que você ocupe 80% de sua capacidade. Você, empreendedor, saberá como responder.


Todas as contas devem levar em consideração um período de 12 meses. Pronto! Finalizamos o primeiro passo. Você já sabe que preço irá cobrar e quantos clientes tem a capacidade de atender. Simples assim!


Passo 2 – Saídas de caixa


Some tudo o que você gasta: são todos os custos e despesas necessários para atender aos clientes com eficiência.


O custo do produto é aquilo que é indispensável à realização das tarefas: o esmalte e a coloração no salão de beleza; as pastilhas de freio e o óleo de motor nas oficinas mecânicas; os medicamentos nas farmácias; os insumos em qualquer indústria. Considere o necessário para fazer um atendimento, e multiplique por quantos clientes você projeta atender.


Já as despesas em geral independem do número de clientes. São as despesas consideradas fixas:

  • Pessoal – salários, férias, décimo terceiro salário, encargos sociais, honorários dos sócios.

  • Ocupação – Aluguel, condomínio, IPTU, luz, água, seguro do imóvel.

O orçamento de despesas é formado por estas contas e outras saídas de caixa menos expressivas, mas que, somadas, alteram o ponto de equilíbrio e a margem final do negócio. Varia de negócio para negócio, mas o empreendedor certamente sabe com o que ele gasta dinheiro todos os meses.


Com apenas esses dois passos, você terá obtido as informações financeiras essenciais para gerir seu negócio – ponto de equilíbrio, margem operacional, margem líquida. E a maioria das planilhas eletrônicas realiza esses cálculos automaticamente para você. Não é difícil, acredite! Apenas pelo fato de reunir essas informações é provável que muitos empreendedores descubram melhorias possíveis, novas estratégias de crescimento, despesas desnecessárias... Vale muito a pena!


Uma das missões da Legere é a educação financeira. Pessoas e negócios financeiramente educados encontram menos dificuldade em momentos de crise. Ficou claro para você o quanto é importante conhecer os números de sua empresa e como é simples fazer isto? Queremos saber sua opinião. Sugira, critique, pergunte. E se você precisar de ajuda, a Legere é especializada em consultoria financeira a pequenas e médias empresas. Fale conosco!

 
 
 

Comentários


bottom of page