Pix e o Valor do Dinheiro no Tempo
- Tânia Paes

- 14 de set. de 2020
- 3 min de leitura

Talvez você ainda não saiba o que é Pix, mas com certeza já escutou que “tempo é dinheiro”.
Pix é um sistema de pagamento instantâneo que está sendo criado pelo Banco Central (BC). O pagamento terá como principal característica ser imediato e estar disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Será possível fazer transferências entre pessoas físicas mediante utilização de aparelhos celulares pessoais e QR Codes. O Pix vai concorrer com DOCs e TEDs. Estes são oferecidos atualmente por grandes instituições financeiras ao custo unitário de R$10,00, além de apresentarem restrições de horários e prazos para compensação de dias, no caso dos DOCs.
Varejo e serviços também poderão aceitar o Pix, em vez de operar com cartões de plástico e maquininhas vinculados a bandeiras (VISA, Credicard etc.) e seus emissores (bancos). Pequenas e médias empresas (PMEs) poderão se beneficiar dessa plataforma, por conta da anunciada economia em tarifas e pela facilidade dos pagamentos eletrônicos oferecida aos clientes.
O Pix conviverá com os sistemas de pagamento atuais até que os substitua ou não. O que se pode afirmar é que a concorrência por si só irá reduzir muito os custos envolvidos nas operações de transferência de valores entre correntistas e operações com maquininhas e cartões. Varejo e serviços pagam hoje um percentual pela aceitação de pagamentos em cartão de débito que gira em torno de 1,62% do valor da venda (fonte: Consultoria alemã Roland Berger).
O BC afirma que uma transação no Pix custará centavos, e não um percentual sobre produtos e serviços comercializados. De início o Pix não será um concorrente dos cartões de crédito, mas faz parte do planejamento do BC oferecer também a opção de compras a prazo por meio do novo sistema.
Aposta-se na padronização mundial da rede de pagamentos baseada nessa tecnologia. Isso não acontecerá da noite para o dia. No Brasil, a implantação será em etapas, já que o BC considera a segurança o ponto mais crítico do sistema. Evitar invasão e roubo de dados é o grande desafio.
O Pix promete solucionar alguns dos maiores gargalos do mercado financeiro, com uma mistura de tecnologia e mudança de mentalidade. Talvez esteja aí o maior desafio: segundo estimativas da empresa de consultoria Boanerges & Cia, 29% das pessoas ainda preferem pagar suas compras em dinheiro.
É animador que a tecnologia venha colocar à disposição do pequeno empresário vantagens como custo de aceitação menor, automação da conciliação de pagamentos e rapidez no checkout de varejistas. Mais animador ainda é saber que não dividiremos com os bancos a rentabilidade diária de nosso faturamento, conquistado com tanto esforço. Afinal, a cada dia que o DOC leva para compensar, ou que os bancos demoram para creditar os valores que clientes pagam a PMEs, podemos perder 0,01% – rentabilidade atual da SELIC.
A rentabilidade diária de uma ação na bolsa de valores, então, é imprevisível. No dia 9/9/2020 as ações da Magazine Luiza (MGLU3), por exemplo, renderam 4,01%. E a gente com o dinheiro parado no banco, ou melhor, rendendo, mas não em prol do nosso empreendimento. Como afirmamos no início, tempo é dinheiro! E que seja aproveitado sempre pelos que produzem os recursos e não só por quem os administra, como é o caso dos bancos. Que venha o Pix.
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