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Só se fala em PIX

Foto do escritor:  Tânia Paes
Tânia Paes
23 de nov. de 2020
2 min de leitura

Não restam dúvidas de que o PIX representa uma evolução nos meios de pagamento. O mercado de transferências eletrônicas, até aqui nas mãos dos bancos, democratiza-se, com impactos positivos para pessoas físicas e jurídicas:


1. Transferências disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, para até 5 chaves (5 contas diferentes) para pessoas físicas e até 10 chaves (10 contas diferentes) para pessoas jurídicas. Há a possibilidade também, por meio da criação de QR codes, de direcionar recursos para projetos específicos, podendo acompanhar com facilidade o valor arrecadado.


2. Redução do custo com tarifas – DOCs e TEDs custam, em média, R$10,00 por operação. Tarifa bancária é uma daquelas despesas que, se observarmos somente o custo mensal, não parecem representar tanta coisa; mas quando calculamos o custo anual, percebemos o quanto seria bom nos livrarmos delas.


3. Redução do custo com aluguel de maquininhas e, principalmente, com taxas cobradas pelas administradoras de cartões. De imediato, o PIX concorrerá diretamente com cartões de débito, que, em média, representam 35% do faturamento de varejistas e prestadores de serviço. Mas considerando que o Banco Central já sinalizou que o sistema evoluirá para operações de crédito também, a economia com taxas chegará a 1,5% do faturamento bruto. Nada mau!


4. A economia também virá da concorrência. Um número significativo de Fintechs dedicadas ao setor financeiro está de olho na oportunidade de transformar qualquer tipo de empresa em uma espécie de “minibanco”, capaz de movimentar recursos financeiros de clientes finais com segurança. Ou seja, com os seus celulares, os clientes transferirão o valor da compra diretamente para o varejista ou prestador de serviços, sem intermediários.


As economias são muito bem-vindas. Mas o PIX é seguro? Infelizmente, o risco existe, do mesmo modo que em qualquer operação realizada por meios eletrônicos. Sistemas fiscalizadores preventivos terão que ser acionados, mas a possibilidade de rastreamento inibirá os “incautos”.


Já com relação às finanças de pequenos e médios empreendimentos, chamamos a atenção para a administração de capital de giro. O dinheiro recebido pelo PIX estará disponível imediatamente, reduzindo o prazo de recebimento em 2 dias. A agilidade é sempre um atrativo, mas esta redução não é suficiente para flexibilizar os níveis de estoque nem os prazos de pagamento de fornecedores. Não se descuide!


Você poderá utilizar o PIX para pagar fornecedores, economizando o valor do TED. O que não pode é alterar o prazo e a quantidade de parcelas. Se a fatura vence em 60 dias, no sexagésimo dia faça a transferência, usando a chave PIX. Se não fizer, poderá haver multa e juros, do mesmo modo que com qualquer outra forma de pagamento.


Tem dúvidas sobre como calcular e acompanhar melhor o capital de giro de sua empresa? Entre em contato com a Legere. Somos especialistas em finanças de pequenos e médios empreendimentos e teremos prazer em atendê-lo.

 
 
 

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